segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Sobre Yorkshires, vacas e argumentadores de budega

Sobre yorkshires mortos por humanos e vegetarianos furiosos comparando com um animal morto para satisfazer a pseudo necessidade de um hábito alimentar eu penso que isso já está tão enraizado em nossa sociedade como a religião, as pessoas nem sabem de onde vem, vacas, porcos, galinhas, oh, sim, eles morrem, e magicamente do outro lado estão na nossa mesa, nem parece ter relação, você não anda com uma vaca numa coleira, não dá banho nela no tanque, não a leva ao pet shop, não deixa ela deitar em seu sofá. Obviamente esses animais não estão tão próximos de nós quanto os coitados que viram comida. SIM! É essa a diferença, queridos vegetarianos tão enfurecidos, é a leve diferença. Por isso eu vejo uma brecha para o abrandamento dessa furia. Eles sofrem? SIM. Mas numa sociedade de valores liquidos como a nossa, que evoluiu tanto, mas mesmo assim somente fragilizou os sentimentos, onde pais renegam filhos e filhos mal tratam os próprios pais, onde também matam humanos uns aos outros, não me estranha que se mal trate qualquer animal, me admira é que não se matem e vendam no mercado pra comer ainda. Sabemos muito bem que tratamos o externo como nosso conflito interior espelhado, e descontar em criaturas inferiores é o recurso do oprimido medíocre. Do lado de quem eu estou então? Novamente eu sou um observador da humanidade a distância. Eu assisto a tudo, e sim, me sinto mal, tanta coisa pra mudar que a vontade não é lutar pra isso, e sim parar de existir, vejam que minha tendência suícida não é puramente egoísta, eu penso em todo mal que estão fazendo pra esse mundo que é o único que conhecemos também, e não só nos meus próprios conflitos. Talvez eu quisesse até colocar mais um nele, mas isso sim seria egoísmo, ter um filho nesse mundo é muita maldade. E sinto que estamos entrando numa fase em que todos atacam, um mundo onde desapareceu o "não tenho opinião formada" e com certeza o "não sei". Todos tem opinião, opinião mal formada, deformada, reformada (principalmente essa, construida com outras que são porcarias em cima de porcarias e um cimentinho de merda) todos argumentam e ninguém chega a lugar nenhum, todos são eximios extremos, homofóbicos que estão criando coragem de botar suas asas de imundisse pra fora; gays que se defendem com paradas do orgulho promíscuo, antiabortários com a bunda na igreja e se muito a ponta do nariz na razão, na justiça, na saúde, na vida de quem já está aqui; vegetarianos que atacam carnívoros que se doem com a morte de um animal doméstico com pedras porque esses alienados não sabem a diferença destes e dos que não estão no sofá deles. NÃO! Contra todos e contra ninguém nem muito nem tão pouco mas bastante até! O nosso perigo atual, meus caros, eu creio, são esses pseudo sapientissimos, esses argumentadores de budega. Tá tudo errado, tão virando o mundo de cabeça pra baixo, daqui a pouco até a teoria da gravidade vai ser questionável, porque afinal é só mais uma "teoria", e então tudo pode virar de cabeça pra baixo e ir flutuando pra casa do caralho! Porque eu acho que é pra onde tá indo esse hospicio em que me colocaram. Não sei se eu estou pirando ou se as coisas estão melhorando, mas eu sinto é que vocês tão dançando com o novelo do tricô na mão em vez de tentar desenrolar, eu sinto mesmo.

Um comentário:

Ricky disse...

Estamos juntos nesta verdade irmão'!

Finais são bençãos ambivalentes.