domingo, 25 de março de 2012

A psicologia do atrofiado

Atrofiado de sentimentos eu chamo aquele que por ter ficado muito tempo sozinho, que tenha sido furtado de ter alguém pra compartilhar seus sentimentos mais íntimos, se esquece de certa forma como é ter companhia amorosa, ou como tratá-la, ou como conquistá-la, e por fim atalha ao fim de qualquer sentimentalismo confessando a si mesmo que se não pode ter o que quer, e se o que quer é isso, então não precisa querer o que tem. Se desvinculando do sentimento piegas que se expressa por ai tão bem na boca do povo na citação Shakespeariana “Só porque alguém não te ama como você quer, não quer dizer que não te ama com tudo que tem”. O atrofiado diz que essa pessoa pode pegar o seu amor e... bem, fazer o que quiser dele, pois se alguém não lhe dá o que você quer, o que lhe obriga a dar de mal grado de volta a ela algo que você também não queria, que é apenas a amizade? Atrofiado é todo aquele que então se reserva de demonstrar sentimento exacerbadamente pra sua própria segurança, num dado momento, e a partir daí acaba se adaptando tanto a seu intento que mais que naturalmente depois não saberá como, depois, em que quantidade, ou quando começar a fazê-lo fluir de novo.

A autopreservação deve superar a ideia de altruísmo imposta pelo senso comum, vivemos em sociedade e devemos nos ater a respeitar, colaborar, conviver pacificamente, etc, mas não simpatizar e amar a todos. Se alguém já sentiu que tem demais de uma coisa e de menos de outra, esse alguém é um atrofiado. Admitir uma convenção ao invés de disfarçar de sentimento não faz mal ninguém também. Perdemos até a noção de coleguismo. Colegas são pessoas que não escolhemos, no trabalho, na escola, em sociedade, nada tem de sentimento nisso. Eu mesmo proponho sempre a mim uma instituição de “em que podemos ser úteis um ao outro” quando começo a conviver com uma pessoa, esse é um pacto que todos deveríamos ter conosco abertamente, em toda relação que iniciamos. Autopreservação é ser sincero consigo mesmo, e assim evitar que o subconsciente se preocupe em nos alertar disso. Eu mesmo não me lembro de nenhum sonho há muito tempo. Meu subconsciente deve se ocupar muito pouco no sentido da vazão dessas coisas. Sendo mais explicito, é admitir pra si as coisas mais horríveis que você mesmo possa pensar, pra que elas fluam por sua mente consciente, ao invés de ficarem te atormentando de um lugar mais obscuro. Admitir que você odeia tal pessoa, por exemplo, vejam que digo admitir e não seduzir-se a ideia de realmente odiá-la, pra mim ódio é tão natural quanto amor, e porque não? Ódio deve vir de forma tão natural quanto qualquer outro sentimento de admiração ou repúdio, ou seja, não querer odiar, querer odiar se existe, é muito superficial.

Admitir que na negativa de amor romântico a amizade é forçosa e indesejável, que não, não é melhor do que nada, e sim nada é que é melhor; ser azedo, mesquinho e orgulhoso nesse sentido, negar esse prêmio de consolação, ajuda a elevar o ego. Se você não tiver ego elevado vai cair em todas as pancadas que te derem. Admitir que fazer mal a alguém te daria muito prazer é mais que humano. Rousseau é um grande utópico sonhando com o homem naturalmente bom. Antigamente o homem não poderia de modo algum guardar ressentimento violento, sendo que acabava sempre dando vazão na caça, ou na guerra, mas hoje toda nossa socialização e civilidade nos tolheram disso. Não podemos fazê-lo, mas porque não podemos sentir?

Admitir seus mais obscuros sentimentos irá te salvar de que eles transbordem depois, e saiam por si só numa missão mais perigosa, que é realizar a vingança que o impotente sempre guarda dentro de si. A vingança do instinto humano vai além de se direcionar pra real vitima, pó se direcionar a si mesmo ou outro alvo inocente. Admitir que você não gosta de um familiar, mesmo de seus pais, de seus irmãos; admitir que você não se importa nenhum pouco com alguém, ou que ainda pior, quando esse alguém sofre, por dentro você sorri; que você, justificadamente não gosta de crianças, elas são inocentes, você também já foi criança, e também será velho, mas e daí? Isso não quer dizer nada, só que você não gosta de algo. Veja que sua raiva já se desreprimiu em 50%, você mantém a paz na sociedade e consigo mesmo, não quer dizer que você sairá matando as pessoas que não gosta. Mas pode se dar ao direito de “não ligar pra elas” livremente. O cristianismo nos impôs essa ideia medíocre de amar a todos, num golpe de imposição da igualdade pra pessoas que não são iguais. Ou seja, uma moral única que não se encaixa a todos os padrões, mas quer se valer como universal. AMAR A TODOS! AMAR O PRÓXIMO! Num raio de quantos metros será que Jesus se referia ao próximo? Não é blasfêmia, nem brincadeira, há quem defenda que Jesus quis apenas dizer com isso amar a comunidade, o próximo mesmo, os que convivem conosco de forma direta e interligada. Quando o homem não é somente amor, é pulsão de vários sentimentos, o cristianismo vem tentar podar os sentimentos que nos fazem vivos, afinal, o que é a vida pra religião monoteísta? A vida está no além, o que é a que vemos? Nada.

Bem, pra onde interessa: Chutar traseiros de gente que coloca frases como aquela nos status. Uma pessoa que adere ao prêmio de consolação ou é porque é um covarde, ou porque quer fazer ela valer, assim se sentindo livre do sentimento de culpa quando imputa sua negação a alguém, ou seja, quer manter uma amizade depois de dar o fora em alguém. Um covarde também. Pois se de um lado houve a força de vontade de aceitar que fora romance, não se queria mais nada naquele terreno, então do outro não se venha fazer sofrer mais ainda a quem derrubou o castelinho de sonhos, com a decepção própria, que garanto, é muito mais branda que a do outro. Lembrando ainda do que eu escrevi em um texto anterior “As pessoas frias não estão aqui pra mostrar sua superioridade. Não estamos aqui pra fazer questão de sermos chamados de metido ou antipaticos, estamos nos protegendo de vocês. Vocês são o real perigo, não nós. Vocês são efusivos, confundem os sentimentos, abusam da bondade, da amizade, dessa percrustração de barreira chamada intimidade. Favores... eu gosto de fazer favores por saber que as pessoas me devem alguma coisa. Vocês já me confundiram o máximo que puderam, me elogiaram e tentaram dissecar meus sentimentos pra não fazer nada com eles. Comprendam que sou mais simples e prático que vocês. Tudo que me move é interesse. A diferença é que eu admito.” As pessoas que dão o fora ainda se vêem, vez por outra, no direito de reclamar, além de imputar a frase do Shakespeare, não contentes em pacificamente oferecer sua amizade, elas tentam impor por chantagem emocional, revertendo a situação a seu favor. “Não sabia que era só isso que eu representava pra você, eu só sirvo pra isso, como amigo não?”. Tome o controle do seu mundo perante suas mãos e responda um sonífero: “É!”, porque, poxa, SÓ pra isso, tem coisa mais forte que o amor nesse sentido? A pessoa além de estar tentando reverter a situação pra si, acabou de renegar séculos de discussão sobre a dedicação de quem ama. Não se deixe ser logrado de sua magoa! REAJA! Você já foi logrado da possibilidade de um romance. Se não há realmente carência do sentimento de amizade, então pra que mantê-lo? Apenas por política de boa vizinhança, só se for. Mas de si mesmo você não precisa esconder.

Ainda mais longe, tem gente que admite que já tem demais, amigos suficientes. E já que as pessoas não te dão o que você procura, então nada mais há do que procurar nelas. E se isola, por que há um amontoado de tanto faz andando lá fora. Atrofiado é aquele que não percebe mais a necessidade das convenções sociais em um “oi” ou “bom dia”, ele caba sendo tão cristão por fim, por que todos pra ele se tornam iguais mesmo, qual a necessidade de um tratamento que não a indiferença pra pessoas iguais? Você falou com uma falou com todas, não?

E por fim: não que outras pessoas, amigos realmente, sejam culpadas pelo que acontece nessa linha tão instável da vida, o romance, mas se você não tem o que quer, é continuar dando o que você não quer ou não tem mais apenas por uma aparente obrigação. Se desvencilhar da imposição de beijar, se importar, e dar abraços faz bem de vez em quando. Oi, como vai tudo bem é um tapa na cara de um ser humano. Claro que não está tudo bem, quer ouvir minhas reclamações? Não quer, realmente não, né? Então ta, sai fora. E tipo, o carinho vem de dentro; gatos! Gatos tem uma personalidade exemplar, você pode tê-los criado a pão de ló, e eles são ariscos aos seus carinhos quando adultos, eles são mansos, não arranham, só se muitos irritados, porque não foram mal tratados na rua mas criados dentro de um lar tranqüilo, mas nem por isso são obrigatoriamente mimosos. E às vezes são. Às vezes dois gatos criados do mesmo modo são totalmente diferentes, como dois irmãos seres humanos o são, portanto, tomemos leigamente que isso vem de dentro não de fora. Aceitem seus amigos com atrofia de sentimentos, ariscos a carinho e que não conseguem pronunciar eu te amo. Vocês nunca conseguirão encontrar mais sinceridade que isso, o fato é que não gostamos de sinceridade, por isso não nos agradam esses estranhos seres que se esquivam de contato físico e emocional, se eles pudessem seriam tão sinceros com vocês que doeria nos nervos.

Então, nos atemos a ser sinceros com nós mesmo.

Eu sou Gustáve Caligari: eu não consigo mais dizer eu te amo, eu não gosto de bom dia de pessoas estranhas, nem abraço, nem beijo, nem nenhuma intimidade forçada. Das pessoas conhecidas, algumas são delicadas e outras não, alguns toques invadem e outros confortam, alguns pesam. Porém ainda acho que olhar nos olhos é necessário, aliás, atalha muitas coisas, às vezes eles não me chamam atenção então não sinto necessidade de olhar nunca mais, nem de mostrar os meus. E acho que para o infortúnio da pessoa, isso se resume ao fato de que ela é desinteressante pra mim. Eu detesto pieguice, não acho que alguém possa ou deva ser tão fraco que realmente devamos nos importar com o que dizer a ela, apenas devemos evitar, porque nossa opinião não é dogma. Desacredito no resultado da demonstração de carência; esqueci como é ser sentimental, às vezes esqueço que as pessoas a minha volta são, quando eu tornei tudo mais racional, mas não desacredito que eu mesmo possa a voltar a ter sentimentos fortes um dia. Mas não acho que isso virá de mim, assim como essa situação atual não foi uma escolha também, foi uma conseqüência. Eu sou como um teórico do amor, houve épocas em que eu nem suportava a menção disso ou sexo. Hoje eu vivo como um estudioso de religião, para o qual é uma prática sem fé alguma, apenas teoria. Eu perdi a paixão, não venha me cobrar o que eu não tenho, C'est La Vie.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Desculpas para as minhas palavras

"Eu ergui paredes
Uma fortificação profunda e poderosa
Que ninguém possa penetrar
Eu não tenho necessidade para amizades amizades causam dor
É risadas e é amar que eu desprezo
Eu sou uma rocha
Eu sou uma ilha"
E to aqui com Simon, Garfunkel e um pequeno cubinho de gelo, que me dá muito orgulho. Tem um dentro do copo e outro no msn. Vendo as palavras que mandei pra uma pessoa, há um tempo, quando se acredita que quebrar a barreira, baixar as defesas, trará alguma gratificação. Se apaixonar por alguém que todo mundo se apaixona não é bonito, não é legal, não é justificável. Suícidio é justificável, amor não. Resistir é a diferença. Amor sim, é fraqueza, é o medo de estar sozinho, é o nunca mais poder agir de todo si. As pessoas acham bonito, suícidio pra mim é bonito, justificável, forte, assaz eficiente pra acabar com tudo que causa dor, inclusive amor.
Minha maior gratificação é estar sozinho, sozinho sozinho mesmo, não sozinho acompanhado. O mal de existir é essa solidão acompanhada. eu estava lendo as coisas que escrevi pra ela, palavras tão brilhantes com um propósito tão inútil. "I have my books and my poetry to protect me; I am shielded in my armor" (Eu tenho meus livros e minha poesia para me proteger, estou guardado em minha armadura). Então pensei que deveria me redimir. E reverter minhas boas palavras pro lado bom, a resistencia.
As pessoas frias não estão aqui pra mostrar sua superioridade. Não estamos aqui pra fazer questão de sermos chamados de metido ou antipaticos, estamos nos protegendo de vocês. Vocês são o real perigo, não nós. Vocês são efusivos, confundem os sentimentos, abusam da bondade, da amizade, dessa percrustração de barreira chamada intimidade. Favores... eu gosto de fazer favores por saber que as pessoas me devem alguma coisa. Vocês já me confundiram o máximo que puderam, me elogiaram e tentaram dissecar meus sentimentos pra não fazer nada com eles. Comprendam que sou mais simples e prático que vocês. Tudo que me move é interesse. A diferença é que eu admito. Nós, vamos voltar a falar de nós. Esse texto não é meu, é pra nós, os anônimos dos textos do blog. Te ouvi, te conheci, deixei que jogasse sua miséria em mim por nada. Eu assisto Grey's Anatomy pela Christina Young!
Por favor, guardem sua efusividade pras pessoas que te escravizaram nessa teia egoísta chamada amor, que se eu tiver algum de novo um dia eu juro que faço o mesmo, vamos ser práticos, não me toquem, me ajudem a congelar aqui, na boa, vai, me ajuda ai, e quem não vai brincar senta lá.
"Escondendo em meu quarto, salvo em meu ventre
Eu não toco ninguém e ninguém me toca".

http://www.youtube.com/watch?v=My9I8q-iJCI

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Sobre Yorkshires, vacas e argumentadores de budega

Sobre yorkshires mortos por humanos e vegetarianos furiosos comparando com um animal morto para satisfazer a pseudo necessidade de um hábito alimentar eu penso que isso já está tão enraizado em nossa sociedade como a religião, as pessoas nem sabem de onde vem, vacas, porcos, galinhas, oh, sim, eles morrem, e magicamente do outro lado estão na nossa mesa, nem parece ter relação, você não anda com uma vaca numa coleira, não dá banho nela no tanque, não a leva ao pet shop, não deixa ela deitar em seu sofá. Obviamente esses animais não estão tão próximos de nós quanto os coitados que viram comida. SIM! É essa a diferença, queridos vegetarianos tão enfurecidos, é a leve diferença. Por isso eu vejo uma brecha para o abrandamento dessa furia. Eles sofrem? SIM. Mas numa sociedade de valores liquidos como a nossa, que evoluiu tanto, mas mesmo assim somente fragilizou os sentimentos, onde pais renegam filhos e filhos mal tratam os próprios pais, onde também matam humanos uns aos outros, não me estranha que se mal trate qualquer animal, me admira é que não se matem e vendam no mercado pra comer ainda. Sabemos muito bem que tratamos o externo como nosso conflito interior espelhado, e descontar em criaturas inferiores é o recurso do oprimido medíocre. Do lado de quem eu estou então? Novamente eu sou um observador da humanidade a distância. Eu assisto a tudo, e sim, me sinto mal, tanta coisa pra mudar que a vontade não é lutar pra isso, e sim parar de existir, vejam que minha tendência suícida não é puramente egoísta, eu penso em todo mal que estão fazendo pra esse mundo que é o único que conhecemos também, e não só nos meus próprios conflitos. Talvez eu quisesse até colocar mais um nele, mas isso sim seria egoísmo, ter um filho nesse mundo é muita maldade. E sinto que estamos entrando numa fase em que todos atacam, um mundo onde desapareceu o "não tenho opinião formada" e com certeza o "não sei". Todos tem opinião, opinião mal formada, deformada, reformada (principalmente essa, construida com outras que são porcarias em cima de porcarias e um cimentinho de merda) todos argumentam e ninguém chega a lugar nenhum, todos são eximios extremos, homofóbicos que estão criando coragem de botar suas asas de imundisse pra fora; gays que se defendem com paradas do orgulho promíscuo, antiabortários com a bunda na igreja e se muito a ponta do nariz na razão, na justiça, na saúde, na vida de quem já está aqui; vegetarianos que atacam carnívoros que se doem com a morte de um animal doméstico com pedras porque esses alienados não sabem a diferença destes e dos que não estão no sofá deles. NÃO! Contra todos e contra ninguém nem muito nem tão pouco mas bastante até! O nosso perigo atual, meus caros, eu creio, são esses pseudo sapientissimos, esses argumentadores de budega. Tá tudo errado, tão virando o mundo de cabeça pra baixo, daqui a pouco até a teoria da gravidade vai ser questionável, porque afinal é só mais uma "teoria", e então tudo pode virar de cabeça pra baixo e ir flutuando pra casa do caralho! Porque eu acho que é pra onde tá indo esse hospicio em que me colocaram. Não sei se eu estou pirando ou se as coisas estão melhorando, mas eu sinto é que vocês tão dançando com o novelo do tricô na mão em vez de tentar desenrolar, eu sinto mesmo.

sábado, 13 de agosto de 2011

Mundo Triste S.A.

Você e eu... somos tão iguais. Fases tão parecidas, idades tão restritivas, confundimos as coisas. Confundindo o nível de afetividade, tão perdidos entre o romance e a amizade. Estranho seria não gostar de você. Além do que... variando também nossos níveis de afetividade. Quando está sozinha me trata extremamente bem, quando com alguém, nem tanto. Eu não reclamo, eu entendo, e acho que assim as coisas são, funcionam, e se não são deveriam ser. Deixa tudo tão mais claro, esses humanos, confundindo nossas mentes, olhe só como eles sorriem, olhe só como eles nem nos sentem. Nem sequer estão vendo que estamos realmente aqui.
Somente você me vê, por baixo das camadas de tinta, que essa gente vê, no quadro que eles pensam que eu sou. Além do "você é bonito", você me vê, você me sente, você me aceita, e aceita meu carinho.
Eu retribuo reconhecendo seu conhecimento, não querendo te possuir, não tentando ser seu dono, te tratando como igual, não te trazendo mais pra mim do que você pode vir.
É possível amar alguém que odeia alguém que gente ama?
Estou tão confuso e frágil quanto você, simplesmente não sou forte o quanto você pensa pra te esquecer. Se não é fácil pra você, também não é pra mim. E espero que não seja o que você quer. Porque não é que eu quero. Se faz bem pra você, faz pra mim. Se fizer mal a você fará pra mim. Se você já sabe o resultado eu também sei. Eu só não sei uma coisa... cada vez que você aparece eu fico com uma esperança, não sei se você tem essa também. Mas... na verdade... eu sei... eu sei que tem.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Céu, Inferno, na Terra, felicidade, tristeza, eterno retorno, ação e reação, Hitler e uma pitada de rum. Não o rum sempre acaba.

Pensando aqui com meus... minhas fivelas, não tem botões. Tem a ojou chan também, ela é uma menina, não um botão também. Enfim. Vejam, eu contava a ela (lembrando que neste blog ninguém tem nome, é uma regra criada pelas diretrizes meio sem querer, para que só a própria pessoa, ou conhecidos a identifiquem) que conto pra ela tudo que me pergunta, e é mais do que as pessoas que estão perto (sim, ela está distante). Com as pessoas próximas esse problema social tem se agravado mais, ela sempre esquecem se você não responde, é tão simples, é só fazer umas caras e boca, e elas deixam pra lá, vendo que você não vai responder e daí alguém chama, e pronto, acabou a concentração. Bem, é porque ninguém, no meio de sua felicidade, está disposto a saber sobre sua miséria realmente. Elas não veem a hora de você terminar, pra contar o que elas querem lhe contar. Não é por maldade, é incosnsciente às vezes. Eu sou assim, e a recíproca, óbvio, é verdadeira. Do meio da minha miséria, não estou interessado na felicidade de ninguém. Não estou com inveja, nem desejando o contrário, apenas não estou interessado. Eu não tenho muitas relações sociais, porque me interessar pelas dos outros, e mais, como ajudar nas dos outros?
E agora vocês vão dizer: OH, Cali, você está sofrendo? É sim, bastante! E eis o ponto!
Uma vez já pensei que não haveria realmente felicidade e tristeza, mas sim momento de felicidade e momentos de tristeza, faz sentido. Eles são tão rotativos, não? Às vezes eles ficam estacionados por um tempo, um momento de tristeza exacerbado que nunca procede a uma alegria. Às vezes acaba te adoentando. Acabei de aperfeiçoar esse devaneio pra céu e inferno rotativo. Céu e inferno na terra, céu e inferno do eterno retorno, da ação e reação, sei lá! hUHAUHhuAuUHha
Existem os períodos em que tudo vai bem, ou que do momento de tristeza você finalmente se reergue pro de felicidade e tudo parece próximo. Pra que reinos etéreos se já temos tudo aqui na Terra mesmo. Nosso mundo é o self service das alegrias e amarguras, você pode provar de tudo!
Às vezes da ação da pessoa que está no inferno pra atingir o momento de felicidade, surge a reação que é a que outra desça para esse inferno. Infelizmente. Um exemplo bem maciço. Sr. Adolf Hitler. Seu pai o educava severamente e enquanto ele queria ser artista, esse lhe queria enfiar a carreira pública goela a baixo. Garanto que se eles morassem onde eu moro esse pai pensaria diferente. Bem, mas a minha tia também pensa assim, que que eu to dizendo. Não posso nem sequer ter um cabelo lindo e original e essa véia infeliz quer me empurrar cargos públicos toda vez que a gente se vê! Não, esse não é meu inferno, nem parte da minha infelicidade. Ainda estavámos na de Hitler. Bem, a academia das artes de Viena também não aprovava que ele fosse artista, foi reprovado duas vezes. Seguidas. Ele ficou órfão com 19 anos, e por isso foi pra Viena, chegou a pernoitar em um asilo de mendigos. Vivia inicialmente com a ajuda financeira de uma tia, de quem recebeu herança. Mas depois, como forma de ganhar dinheiro, e não inspiração artistica, teve depois a idéia de copiar postais e pintar paisagens, e ao contrário do que dizem viveu bem com isso. Bem, de algum inferno ele se levantou, mas só atingiu um céu com reconhecimento no movimento antisemita, claro. Óbviamente começou com mais sofrimento, viveu os horrores da primeira guerra, como um cargo baixo, um mensageiro, na verdade, não um oficial, obteve ferimentos e foi condecorado por isso, porém. Bom, mas daí todo mundo sabe, conversa vai, conversa vem, conversa vai de novo, graças ao seu patriotismo, mesmo sem ser cidadão alemão, e sua oratória, ele foi progredindo, até se tornar essa persona marcada de maneira tão vil na história, o céu dele, era fazer o inferno de milhares de judeus, que estavam dominando todos os rumos, estava infiltrados em todos os cantos da sua querida alemanha, entre sua amada raça pura. E ai está. Ação e reação, o eterno retorno, o céu e o inferno de cada um na existencia, a única, em que conhecemos.
Capiche?

domingo, 3 de julho de 2011

Missing

Ainda é uma vez um menino que está muito confuso, ele enfrentou tudo isso antes, a solidão, a insegurança, a pressão, o tempo, a decepção, a desilusão, agora porém ele enfrenta tudo isso de uma vez. Acontece que não sabe se a experiencia por ter enfrentado tudo separado o preparou pra não estar chorando como uma criança de novo, ou deprimido. Mas está muito confuso, quando alguém lhe elogia, e ele não sabe mais como reagir, na verdade não tem mais vontade de reagir a muitas coisas, arregala os olhos, foge de conversar, de cumprimentos (mais do que sempre), cria expressões que espera que os outros entendam sem precisar palavras, movimentos corporais, quando alguém faz referencia a sua beleza, parece mais um soco na boca do estomago, um insulto a sua integridade, pois se não é esse o problema, qual seria o problema de compatibilidade com as outras pessoas? Por que a solidão. Onde está o amor? Por que belo se só, por que só se belo? Por que só se inteligente? Por que só se interessante? Qual o grande prazer da humanidade em conhecer essa criatura e desejar tão avidamente somente a sua amizade? Problemas biológicos? Ele pensa. "Não devo exalar feromonios". Se não há mais o afeto que quer, decidiu não ser mais afetivo de forma alguma, não que isso dê muito trabalho, ele nunca foi assim, não lhe cobre afeto algum, melhor não ter, do que ter porta pra que ele passe da medida. Ele resolveu fazer filosofia, e agora busca mais do que nunca diretamente, claramente, materialmente e fenomenologicmente as causas dessa solidão, dessa incompatibilidade com os outros seres humanos, que não vem de sua parte, e sim dos outros. Ser capaz de dissertar sobre existencialismo, liberdade estética, liberdade individual em um grupo organizado, criticar movimentos de massa, defender seus propósitos culturais e comportamentais em estudos de ciencias socias, porém não consegue organizar os meios para chegar aos seus fins em um caso que envolve sentimento ao invés de empirismo.
Acha que poderia retirar os canais lacrimais, não os usa mais. Desenvolveu uma naúsea em que o gosto de vômito vem até a boca antes de que as lágrimas cheguem aos olhos. Se enjoa quando pensa em amor, sexo, fidelidade, paixão, consideração, moral e ética de toda forma.
Em resumo o mundo pra ele é uma grande solidão acompanhada, se você o conhece, não lhe peça mais do que ele pode dar. A não ser que você tenha mais a oferecer do que se possa esperar.
Eu já não o reconheço mais pois ele já não sabe mais o que querer. Ele anda pro ai perfeitamente altivo, mas nada o satisfaz, porque ele não tem desejo de algo que o faça mais, é como se ficasse horas e horas com o menu do restaurante da vida na mão e não quisesse nada. Vencer o seu orgulho pra confessar seus sentimentos só lhe machucou mais ainda, sem de nada adiantar, eu permaneço com ele pois sou tudo que ele tem.
Se você o encontrar não estranhe a falta de conversa, a falta de risos, ou o excesso sem motivo aparente, ele vive mais pra ele do que pra quem está do lado, sem excessão em segundo algum. Ele repele carinho, contato, interação, troca, palavras, gestos, TUDO!
Não sei mais o que fazer com ele.
Sei perfeitamente que ele não sabe mais o que fazer com o mundo.
Como um personagem de um livro de Sartre.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Estástistiscas comprovam que peçoas burras tem mais fassilidade para fazerem amisade com outras peçõas burras... por que tem

A estástistiscas comprovam que peçoas burras tem mais fassilidade para fazerem amisade com outras peçõas burras... por que tem (elas não sabem bem o motivo). Maraíah Querim de Freitas, estudante da EMEI Casei Shirota, Tucuruvi, diz: "é muito bom encontrar uma peçoa ingal nós e sempre perdo o fil da meiada quando conversso com pessoas meia inteligente" . Tristemente cada vez que isso acontece morre um membro do departamento academico de letras da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa de enfarto do miocárdio.

As estástistiscas das pesquisas comprovam também que pessoas cult, ou intelectuais, ou nerds podem ser muito irritantes para essas pessoas, Elton João de Castro, UEFM Sino Abujamra, Apucarana - PR, garante que a única Laranja Mecanica que conhece é o time da Holanda, seu pai lhe ensinou, porém um amigo achou engraçado ouvir isso e perguntou se ele sabia quem era Stanley Kubrick, óbviamente era o técnico da seleção.

As estástistisca dessa pesquiza maravilhoza ainda detectaram um certo grau de incomodo de pessoas com Q.I. abaixo de 30 com Freaks, pessoas que se vestem de jeito alternativo pertencendo ou não a uma tribo urbana. O estudante Aliçons Pimenta de Paula, que diz ser gótico desde os 15 anos, agora com 16 anos e uma semana, afirma que: Uma vez elogiei um cara dizendo que ele parecia o marilian mençon principe das trevas, metal!!! E ele enfiou o leque que estava usando dentro do meu olho. Melissa, que tb prefere ser chamada de Srta. lovisandblodi, disse tb já ter sofrido esse tipo de preconceito. Amiga de Aliçons, estudantes da mesma classe, !° ano do ensino médio na instituição João Bolota de ensino, ela uma vez perguntou a uma menina, pouco mais velha, se o cabelo rosa dela era por causa da lady gaga e se ela curtia restart tb, pois seus cabelos eram bem desarrumados. A menina perguntou se ela conhecia Emilie Autumn, ao responder que não a menina lhe virou o rosto, depois, como quem dá outra chance perguntou se ela já tinha ouvido falar de Siouxsie. "Bem, eu respondi que não muito, mas conheço nightwish, é gótico tb, né?" ao que a garota de saco cheio lhe mandou sair de perto ou enfiaria seu coturno na boca de Melissa, mas afundaria até sair pelo cu.

Seria o motivo das pessoas acéfalas se darem tão bem com outras pessoas acéfalas por causarem tamanha irritação com sua ignorância em pessoas com cérebro e regular nível de quantida de inteligencia?

Mais pesquisas estão sendo feitas, mas o governo da autrália já estão tomando providências contra o Brasil, foi comprovado que "a cada vez que um estudante fala "menas" morre um Koala"*.

*Direitos autorais da frases mantidos para Ishii, Laura.


Finais são bençãos ambivalentes.